domingo, agosto 30, 2009

Guloseimas de Domingo!




"...O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores..."

William Shakespeare

segunda-feira, agosto 24, 2009

Reforma Agrária


Diversos conflitos já foram presenciados pelo nosso país a partir das questões da falta de uma política agrária no Brasil, que infelizmente se transforma em um monte de idéias generalizadas de acordo com a mídia.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, também chamado de movimento dos sem terra- MST é de origem social que tem inspiração marxista, e não deixa de trazer enormes desavenças para a sociedade contemporânea.

O MST é fruto de uma questão agrária que há muito tempo deixa milhões de brasileiros insatisfeitos. A desigualdade de propriedade de terras é algo antigo que já se fazia presente quando o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias. São centenas de trabalhadores rurais sem terra que lutam por um espaço no mini mercado agropecuário, são também alguns fazendeiros e proprietários de grandes extensões de terras que buscam a dignidade da propriedade privada, e de alguns anos pra cá temos também os “aproveitadores” aqueles que entram na onda de sem terras só pra fazer parte dos assentamentos e dos privilegiados que recebem terras destinadas a essas associações. E falando em assentamentos devemos lembrar que são nesses locais que ocorrem os maiores índices de mortalidade infantil, nanismo, e desnutrição

Os MST’s cometem crimes por todo país e além de saírem impunes gastam o dinheiro do contribuinte que, poderia ser investido em outros setores como a educação. Eles assassinam pessoas, invadem terras e desmoralizam a democracia da propriedade privada do nosso país.

Contudo não posso discordar que a ação dos MST’s está ajudando a colocar na agenda política a emergência para uma reforma agrária, afinal são esses trabalhadores rurais sem terra que o capitalismo já imagina ter excluído definitivamente, os principais interessados em tal reforma.

A reforma agrária diminuiria os índices de pobreza, devolveria dignidade para famílias sem meios de sustento e tranqüilizaria proprietários de terras que são alvos dos grupos MST’s. Ela traria ao país grande mérito e certeza de uma constituição justa, devolveria as pessoas a esperança de que estão plantando algo bom. Mais infelizmente ainda não é realidade, nem tem previsão de ser, pois depende de um grupo corrupto de carteirinha, que são a maioria dos políticos brasileiros.

Devemos, então, esperar que os interesses pessoais dos nossos políticos se deparem com essa reforma tão almejada.


Escrito por Érica Samara

domingo, agosto 23, 2009

Guloseimas de Domingo!


A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?


Charles Chaplin


quinta-feira, agosto 20, 2009

Fios do Saber


Eu Quero saber se você sente ou se você fala

Você fala do que o outro fez , mais nunca, nem você e nem ninguém ira sentir o que ele sentiu, nem saber se sentindo aquilo saberia distinguir o certo e o errado e muito menos ter coragem de agir como acha que ele deveria ter agido.

Você não sabe por que só pode saber quem já sentiu.

Pessoas falam de amores, frustrações, ações e atos, valores, poses, apelos, socorros e medos. Pessoas falam em suma sobre comportamento, porque acham que sabem a gênese desse principio.Pessoas acham que sabem diferenciar o certo e o errado.

Enquanto eu penso que não existe certo e errado, existem momentos e sentimentos. Algo deve ser avaliado considerando não só os princípios teóricos porque isso é fácil, difícil é avaliar com sentimento. O sentimento que se repousou ali diante dele naquele momento, distinguir as ânsias, necessidades e vontades.

Não falo que precisamos sentir as dores do outro para poder falar, porque se não como poderemos aconselhar um amigo se estamos afundados como ele, falo apenas que precisamos nos colocar, nos humanizar e não deixar ser levados por valores de clichê !


Escrito por Érica Samara

quarta-feira, agosto 19, 2009

Doçura de Burrice !


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

terça-feira, agosto 18, 2009

Os gritos do silêncio

Ultimamente está na moda falar em sociedade. Essa que a cada dia traz um sistema de normas diferentes, sendo pouco depois substituído por um novo, que por sua vez também dará lugar a outro.

Agora se fala em sociedade, sobretudo no meio publicitário. Tudo é cobrado em nome dessa tal sociedade que está sendo considerada como “pura”, politicamente correta.

Afinal que sociedade é essa sem culpa?

Aquela que estimula uma distribuição de renda que nós admitimos como obscena. Sociedade em que a divisão obsessiva dos bons e maus esconde preconceitos que vão da condição econômica à racial, criando e aumentando os excluídos. Onde serviços indispensáveis como saúde, educação e trabalho são para poucos.

Sim, há os maus. Pessoas que ganham sem trabalhar, que vendem votos, juízes de futebol que aceitam propinas, políticos que tem contas ilegais no exterior. São muitos os que formam os “maus elementos” dessa nossa sociedade intacta.

De onde vieram esses modelos humanos detestáveis?

São extraterrestres, largados aqui por um OVNI de más intenções para desgraçar o planeta, em especial, a sociedade brasileira? Ou foram projetos de homens sem moral infiltrados no poder pra corromper os justos que cultivam a decência e a honra?

Na verdade vem de nós mesmos. Dessa sociedade que a cada eleição comete a burrice de eleger quem não deve, compradas por cestas básicas, camisetas de malha de má qualidade e bonés de plástico vagabundo. Aquela que apóia o grupo que esta no poder por cargos e verbas.

Uma sociedade que se expressa pela mídia. Estas que cederam por um regime militar durante 23 anos. Sociedade e mídia que investem na função de serem cegas, surdas e mudas.

E então, vamos continuar fingindo que esses problemas não nós afetam?

Deixaremos de lado essa sociedade que nós ajudamos a criar? Estamos em silencio mais sufocados pelos gritos de preocupação!


Escrito por Moriá Abelha.


terça-feira, agosto 11, 2009

Abaixo ao ser robótico!

Andei me perguntando por que agimos de forma tão egoísta. Percebi que existem pessoas demais, gastando tempo de mais e ganhando dinheiro de menos. Vivemos num mundo onde a desigualdade, não só social, está nós afundando num poço de ambição e desprezo.

Pensei, quando vamos deixar de agir achando que somos perfeitos e melhores que tudo e que todos? Algum dia vamos perceber que podemos ser únicos com pequenas ações?

Por exemplo, se você jogar seu papel de chiclete no lixo, é algo simples, mais que só um entre um milhão faz.

Estamos numa época onde os avanços tecnológicos não interferem só em nossos hábitos e trabalho, mais também se transformaram numa armadura nos sentimentos. Deixamos tudo que há de bom guardado, trancado nessa armadura e dessa forma agimos como máquinas, sem pensar.

Queremos acima de tudo sermos melhores esquecendo os verdadeiros valores. Quando tiraremos essa armadura do ser robótico para sermos seres humanos de verdade? Será tão difícil perceber que somos todos iguais, ou percebemos e não admitimos?

Ninguém vai deixar de ser digno se parar de olhar para o próprio umbigo, levantar a cabeça e ver que estamos destruindo o mundo com todo esse egoísmo e desprezo. É isso que queremos deixar para nossos filhos e netos?

Fazemos esforços, as vezes em vão, para chegar a um mundo melhor. Mais temos que perceber que não precisamos mudar o “mundo” literalmente e sim nossas atitudes. Parando de julgar tudo se transformará, e aí sim vamos viver como seres da mesma espécie.

Vamos juntar o pensamento com o sentimento; o coração com o entendimento; a idéia com a paixão e deixar tudo colorido com a imaginação. Assim, quem sabe, de pouco a pouco transformaremos o mundo e seremos o ser de pele, carne, osso e principalmente de coração!


Moriá Abelha ;*